Um novo estudo da Universidade Northwestern analisou dados de mortalidade paterna na Geórgia, revelando que 60% das mortes de pais no primeiro ano após o nascimento de um filho eram evitáveis. A pesquisa destaca que, ao contrário da mortalidade materna, que levou décadas para ser reconhecida como crise de saúde pública, a mortalidade paterna permanece amplamente ignorada e sem monitoramento sistemático.
Os pesquisadores examinaram registros de óbitos de homens cujos filhos nasceram entre 2014 e 2016, identificando causas como acidentes, overdoses e violência. Muitas dessas mortes estavam ligadas a fatores como estresse, falta de acesso a cuidados de saúde e problemas de saúde mental não tratados, agravados pela transição para a paternidade.
“O período pós-parto é um momento crítico não apenas para as mães, mas também para os pais, que enfrentam mudanças significativas na vida e riscos de saúde que muitas vezes são negligenciados”, afirmam os autores do estudo.
O estudo pede maior atenção à saúde dos pais, incluindo triagens de saúde mental e física durante o período pós-parto. Os autores argumentam que, assim como a mortalidade materna, a paterna precisa de dados nacionais e intervenções específicas para prevenir essas perdas trágicas e evitáveis.
Os resultados sugerem que a falta de monitoramento sistemático da mortalidade paterna impede a criação de políticas públicas eficazes. A pesquisa conclui que, sem uma base de dados nacional, as mortes de pais continuarão sendo subnotificadas e preveníveis, perpetuando um ciclo de perdas que afeta famílias inteiras.
