A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta terça-feira que investiga a possibilidade de transmissão rara do hantavírus entre humanos a bordo de um navio de cruzeiro que está sob quarentena. Três pessoas já morreram após contraírem o vírus, que normalmente é transmitido por roedores.
Um oficial da OMS afirmou à CBS News que os passageiros a bordo estão de bom humor, mas podem ter que enfrentar uma quarentena de até oito semanas. A situação levanta preocupações sobre a capacidade de contenção do vírus em ambientes fechados e com grande concentração de pessoas.
O hantavírus é conhecido por causar a síndrome pulmonar por hantavírus, uma doença grave que pode levar à insuficiência respiratória. A transmissão entre humanos é considerada extremamente rara, com poucos casos documentados na história médica, principalmente na Argentina e no Chile.
As autoridades de saúde estão monitorando de perto a situação no navio, que permanece isolado em águas internacionais. A OMS está colaborando com agências locais para rastrear contatos e implementar medidas de contenção, incluindo testes em massa e isolamento de casos suspeitos.
"Estamos tratando isso como um evento potencialmente grave, dada a natureza desconhecida da transmissão em um ambiente tão confinado", disse um porta-voz da OMS.
Especialistas em epidemiologia alertam que a quarentena prolongada pode ter impactos psicológicos significativos nos passageiros e tripulantes. A OMS recomenda que os protocolos de saúde mental sejam integrados às medidas de resposta ao surto.
O incidente reacende o debate sobre a preparação global para surtos de doenças emergentes, especialmente em meios de transporte como navios de cruzeiro, que podem se tornar vetores de propagação. A OMS reforça a importância de sistemas de vigilância robustos para detectar e responder rapidamente a ameaças à saúde pública.